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Beto Colombo

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A Felicidade é o Caminho

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A Felicidade é o Caminho

Querido leitor, aceite o meu fraternal abraço. Durante a nossa existência aqui neste plano, penso que cada um tem um caminho, uma jornada, um trajeto. Basta, para isso, descortina-lo. Geralmente cada um de nós decide por onde e com quem caminhar e, fazendo essas escolhas, está também direcionando o onde ir, onde chegar, mesmo se for sem planejar. Alguns percebem que mudaram o trajeto, outros
nem sequer perceberam que houve uma bifurcação e mudaram o rumo. Para cada um é de um jeito.

Porém, durante o tempo de caminhada, encontramos todo tipo de pavimentação. As asfálticas, as de terra, as de pedras pequenas, as de grandes rochas. Há caminhos com sombra, sem sombra, barulhentos, calmos. Há flores no caminho, porém, o caminho é feito de flores sim, mas também de bolhas.

Durante a jornada cada um tem o seu ritmo de caminhar, alguns mais rápidos, outros mais lentos. Há aqueles que fazem da caminhada um contemplar, outros passam sem ver nada, quem dirá contemplar?
Há os que buscam ser, outros o ter, os que querem mais, os que estão satisfeitos. Há também os que não estão contentes com o que têm, mas há os que queriam mais, mas estão bem com o que já têm. Há de tudo no caminho!

Enfim, caminhar, caminhar, caminhar. Cada um tem seu jeito, a sua forma, o seu sabor pessoal. Não existe, talvez, um caminho, o caminho, existem sim caminhos. Não existe, de repente, uma forma, um manual, ele, o caminho, está aí para cada um desbravar da sua forma. E há aqueles que nem sequer querem desbravar, pararam, estagnaram.

Muitas vezes encontramos no caminho pessoas que só querem ver seus limites físicos, outras até onde vai sua fé. Nos deparamos com pessoas que querem passear, outras fazer amigos. Há as que só pedem, outras que agradecem. Há as que começam como turistas, mas terminam como peregrinos.

Peregrinos. Talvez sejamos todos peregrinos desta existência. Alguns sabem, têm clareza de onde querem ir, de onde intentam chegar. Para eles, mais do que decidir caminhar, precisam confirmar se o passo que estão dando agora os levará ao objetivo traçado. Durante a caminhada aparecem placas do tipo “ânimo”, “força”, “fé”. É o fora estimulando o dentro. Mas no caminho, o dentro também pode influenciar o fora, não pode?

Caminhos, caminhos. Como fazê-los se não percorrer. Afinal de contas, há uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho. Por ora  concluo que não existe caminho errado, todo caminho leva a algum lugar e que a felicidade não está na chegada, a felicidade é o caminho.

Lembrando que isso é assim para mim hoje.

Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 25/10/2013

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