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Beto Colombo

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A Luz que Ofusca

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A Luz que Ofusca

Querido leitor, numa manhã chuvosa e de trovões na trilha do Caminho de Santiago em que a luz do dia teimava em não aparecer, a reflexão foi sobre a parábola de Jesus sobre o homem que não enxergava a luz. De acordo com ela, retirada em João (9,7), Jesus cuspiu no chão, fez uma bola de barro, colocou nos olhos do cego e ele passou a ver a luz.

No sentido literal, na minha interpretação, essas palavras querem dizer que Jesus curou uma pessoa que não via a luz. Mas será que ele estava se referindo a alegoria da Caverna, uma atualíssima metáfora de Platão? Será que Cristo conhecia a metáfora de Platão?

A Caverna de Platão metaforiza que “o ser humano está de costas para a saída da caverna, por isso só enxerga a própria sombra”. Os homens são como escravos presos numa caverna e se dizem “obrigados” a ver, ao fundo, apenas a sombra de um fogo que arde do lado de fora. Essas sombras são tomadas como realidade, porque essas pessoas não conhecem outra.

Quando o sol apareceu no Monte do Perdão a caminho de Santiago, a luz ofuscou minha visão por um momento. Então, essa luz me fez refletir sobre a vida. Será que não estamos todos vivendo numa caverna, numa vida sem sentido e que o mundo real é outro? Mais: será que não existem outros mundos paralelos a estes que afirmamos sermos abrigados a viver?

Durante todo o percurso do Caminho de Santiago de Compostela, eu refleti sobre o que ele me trazia de novo para que eu pudesse evoluir como ser humano. A resposta que encontrei é que tudo está na moderação.  Às vezes corremos tanto em busca do ter que acabamos nos desviando do ser.

Lembrando que isso é assim para mim hoje.

Beto Colombo

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