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Beto Colombo

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A Simplicidade Perdida

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Pombos, galos, cachorros, águias, gatos, ratos, cobras, cegonhas, homens, cavalos, bois, cabras, jegues, corvos... Talvez aqui possa surgir uma pergunta: por que o homem está nesta lista de animais?

Em muitos momentos, na Espanha no caminho de Santiago de Compostela, foi como me senti: um animal.

No mundo animal não há necessidade de conquistar mais do que se tem, pois já se tem tudo o que se faz necessário. A simplicidade da chuva, a luz de uma estrela, a leveza do pássaro, daquela águia voadora, a persistência de uma formiga, tudo isso simplesmente “é”.

Por que se preocupar tanto com o comer, o morar? As aves do céu não plantam, não trabalham e não falta o que comer e onde morar. Grandes momentos se vivem lá. Relaxa-se a mente e, aos poucos, reaprende-se a desfrutar a integridade, a felicidade e simplicidade perdidas.

Eu vejo às vezes que nossa vida é cheia de batalhas inúteis. Alguns de nós sofremos por histórias infelizes do passado como se elas ainda estivessem acontecendo. Quando eu não consigo me desviar dos pensamentos negativos, parece que eles diminuem minhas chances de saborear a vida.

Durante a caminhada, imagine quantos pensamentos foram e voltaram? O mesmo pensamento vai e volta, insiste em desviar-me do meu eu interior, e o exercício é: “Opa, esse assunto eu já encerrei ontem, então não quero mais pensar nele”. Outro pensamento repetido transpõe e a saída é a mesma. “Cai fora, com você eu já passei uns três dias”. E, com esse exercício, aprendi a relaxar, a meditar e a colocar minha consciência no que verdadeiramente é, não no que pensava que era. Muito legal.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre a viver singelamente?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 15/08/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 16/08/2011
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1 Comentários para "A Simplicidade Perdida"

  • Wagner G. Cardoso - 15/08/2011

    O homem conforme vai vivendo e conquistando os bens materiais que sonhou tanto, cada vez mais vai se distânciando do seu ser primario, vai se vendo como imortal, invencivel, forte mais que tudo, porem o homem ( o lá de cima ), nos ve nessa situação e nos coloca outras provas para nos(humanos) darmos valor, ao simples respirar, abrir os olhos e poder enchergar, conseguir levantar da cama e andar, correr se for necessário, entre tantas outras coisas, só damos o real valor a isso quando não temos mais, ai existe um perigo enorme, pois pode ser tarde demais.

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