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Beto Colombo

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Ao invés de só Pensar, Pergunte

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Querido leitor, hoje vamos falar sobre um tema bem interessante. Ao invés de só pensar, pergunte!

O ser humano se diferencia dos outros animais por muitos detalhes: cultura, moral, espiritualidade, enfim, por “n” fatores. Mas uma das diferenças fundamentais é que o ser humano é o único animal que pensa e o faz de forma complexa. Esta complexidade tem levado o homem à lua, a viajar a velocidades inimagináveis e fala-se que em breve até a se teletransportar.

O pensamento nos leva, às vezes, para longe em distância, às vezes longe em tempo decorrido. O pensamento não para. “Penso, logo existo”, defendeu Descartes. 

Pensar, pensar, pensar... Que o pensamento é importante, isso é inquestionável. Afinal de contas, o homem evoluiu tanto e vai evoluir ainda mais, graças a muitos elementos, mas a condição de pensar é um dos determinantes.

Se fazermos, por exemplo, um confronto entre pensamento e atitude, talvez teremos algumas surpresas. O pensamento, já falamos acima, mas a atitude é o que, no fim, nos denuncia. Como diz Aristóteles: “Eu não sou somente o que eu penso ou o que eu falo, eu sou o que eu penso, o que eu falo, mas fundamentalmente eu sou o que eu faço”. No frigir dos ovos, para ele é isso, nós somos o que fazemos.

A bíblia também nos diz que “a fé sem obras é morta”.

Pensamento, pensamento, pensamento...

Trago este tema hoje para refletir sobre um e-mail que retornou depois que enviei, na semana passada, uma mensagem a um grupo de conhecidos. “Isso é pra ti, seu estressadinho”, veio a resposta. Inicialmente li e fiquei preocupado em estar invadindo a privacidade das pessoas, de lhes enviar algo que elas não querem e nem aceitam. Fiquei pensando no destinatário, uma pessoa que tenho pouco contato. Mesmo assim, achei que seria injusta tal resposta, já que não me vejo como estressadinho.

Passado o impacto inicial, vem o entendimento da maturidade. “Talvez o colega esteja só brincando”, ponderei. Continuei refletindo sobre a mensagem e deduzi que ela ainda poderia ser de caráter descontraído ou irônico. Mas qual o verdadeiro objetivo do sujeito que escreveu? Eu poderia fazer muitas projeções e possibilidades, dezenas, centenas e até milhares, mas nunca saberia o que realmente aquela pessoa queria dizer com “isso é pra ti, o estressadinho”.

Não deu outra. Cliquei no “responder” e na mesma mensagem perguntei ao remetente daquela mensagem se ela tinha caráter “irônico” ou “descontraído”. Qual não foi minha surpresa que pouco tempo depois veio a resposta. Numa imensa carta, meu colega explicava que jamais quis responder aquilo pra mim, foi erro na hora de enviar a mensagem. Ele disse, então, que seu objetivo era enviar para outro Beto, um colega de trabalho, que sempre troca brincadeiras com ele. Mais do que isso, meu colega pediu para que eu continuasse enviando as mensagens que ele sempre repassava a sua rede.

Desfeito o mal-entendido, continuei refletindo: quantas separações, quantas brigas, demissões e guerras não são feitas só por conta do pensamento prepotente das pessoas? Qual o significado daquilo? Qual a sua real tradução? Mais: quantas separações, brigas, demissões ou guerras poderiam não acontecer se as pessoas perguntassem e procurassem saber, sinceramente, o que o outro queria dizer?

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre pensamento e atitude?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 25/10/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 26/10/2011. Leia novos artigos nesse espaco a partir de marco de 2012.
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