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Beto Colombo

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Neste sábado, dia 11 de junho, iniciei com o amigo Mhanoel Mendes, um caminho que havia planejado há anos, que é a volta a ilha de Florianópolis. Durante oito dias, penso alcançar 188 quilômetros saindo da figueira da praça XV, no centro da capital, indo até a praia da Daniela, depois Ingleses, Barra da Lagoa, Campeche, Armação, praia da Solidão, Ribeirão da Ilha e novamente, no sábado dia 18, retornar à praça, onde tudo começou.

Gosto muito de fazer caminhadas mais longas, com vários dias, muitas noites. Do contato com a natureza, com o ar, o cheiro das flores. De matar a saudade das conversas com os colegas de caminho, com os nativos e com o inusitado que pode ocorrer a cada passo, a cada encontro.

Sempre gostei de caminhar e encontrei nela uma forma de lutar contra minha genética de estar acima do peso e de combater o colesterol. Mas, caminhando achei uma razão infinitamente maior, que é viver no tempo real da vida. A cada passo aprendi a simplicidade e a profundidade das coisas.

Já fiz duas vezes o caminho de Santiago e, em breve, Mhanoel e eu vamos organizar um grupo terapêutico, de crescimento e autoconhcimento, para volta à trilha do Santo. Já fui a Machu Picchu, fui a pé até Madre Paulina, agora chegou a vez da ilha de Florianópolis. Minha alegria é indizível, meu entusiasmo se compara ao da criança que espera o presente na noite de Natal. Estes são sentimentos que servem de termômetro: estou vivo. Mais do que isso: estou vivendo!

Sou um peregrino, um sonhador, um buscador, alguém que busca seu eu. Caminhando, descobri que o caminho não é chegar, que o mais importante que o destino é viver intensamente o caminho. Que o caminho se faz caminhando dia-a-dia, hora a hora, passo a passo, tudo no ritmo de cada coisa, sem atropelos. 

Avião, carro, lancha, trem, moto e todas as opções de mobilidade necessárias eu conheço e utilizo com sabedoria. Mas quando me sinto já sem paciência, quando percebo que estou querendo que a banana amadureça mais rápido, quando percebo que o tempo aumentou de velocidade, não penso duas vezes. Penduro uma mochila nas costas e saio por aí, neste mundo de Deus buscando novamente me reconectar. Feito isso, volto fortalecido para mais algum tempo com clareza, sobriedade e discernimento.

Eu me identifico com as caminhadas, mas não precisa ser caminhada. Talvez cada um pudesse descobrir qual sua prática corporal ideal e se reconectar com seu corpo, sua mente e seu espírito.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre caminhadas?

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