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Beto Colombo

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Cheiros

Querido leitor aceite o meu fraternal abraço. Há algum tempo venho refletindo sobre um dos sentidos mais importantes dos seres humanos, que é o olfato, o mais primitivo e intrigante dos sentidos, e com certeza o menos conhecido pela ciência. No bom português, o cheiro.

Neste processo de evolução da humanidade, ao estudar um pouco mais o desenvolvimento deste sentido, percebemos que os demais sempre passam pelo tronco do encéfalo, e é a partir daqui que as informações exteriores são distribuídas para serem reconhecidas internamente.

Já o olfato não, ele não passa pelo tronco do encéfalo e, sendo assim, não é necessário atravessadores. Ele já vai direto para o córtex olfatório, onde as informações odoríferas são interpretadas, identificando o cheiro que entrou pelo nariz. Portanto, o olfato é o sentido que mais se sente rapidamente.

Mas meu foco neste comentário não é o de fazer um tratado sobre o olfato. Quero refletir sobre a cultura quase que institucionalizada contra os perfumes naturais das coisas.

Sabemos que o cheiro provocou uma evolução do cérebro e uma transformação no ser humano. E não foram os cheiros químicos, os artificiais que provocaram esta evolução. Por isso tenho refletido sobre os cheiros que estamos encontrando em nossas casas, trabalho, comércio, nos cheiros das mercadorias, alimentos e até pessoas.

Refletindo sobre isso, concluo por hora, que estamos nos afastando dos nossos cheiros, dos nossos odores e tornando os cheiros comprados como nossos. Lembro-me disso quando usamos perfumes, desodorantes, desinfetantes. Existem empresas que, inclusive, colocam cheiros e até sabor artificial nos alimentos em detrimento do natural.

Onde vamos parar? Será que num futuro breve, de tanto nos afastarmos dos cheiros naturais, teremos sensibilidade para sentirmos os cheiros verdadeiros? Ou desenvolveremos nossas sensibilidades só para os cheiros químicos, artificiais e comprados?

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre cheiros?

Beto Colombo

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2 Comentários para "Cheiros"

  • Jô Lopes - 21/07/2013

    Boa tarde, Beto querido!
    Que bela reflexão, eu ainda não tinha pensado nisso.Mas tem sentido.Lembro que no passado eu reconhecia os cheiros mais diversos daquela época e em especial das pessoas do meu convívio,meu pai,mãe,namoradinho...Hoje será que reconheço alguns desses cheiros?Não sei.
    Quem sabe,perderemos mesmos,os cheiros por termos gastos e/ou esquecido os aromas antigos,em consequência das imposições dos aromas artificiais....

  • loreno giaretta - 17/07/2013

    Beto, porque não produzir uma tinta com cheiro de morango, rosas, etc.
    Poderia ser muito convidativo, dormir num ambiente com cheiro de limão, rosas, bebes e etc.
    tens interesse um pintar um painel da anjo em Meia Praia. parede prédio de 10 andares frente para rodovia Br 101.

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