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Beto Colombo

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Cleópatra, o Mito

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Cleópatra, o Mito

Querido leitor, que você esteja em paz! Instigado pelo amigo Jorge Coral, hoje vamos refletir sobre a última rainha do Egito, Cleópatra. Uma mulher bela e muito inteligente.

Como a história conta, seu reinado foi um dos mais famosos da história e seu governo tentou sobreviver sem sucesso diante da nova potência Mediterrânea, Roma. Sucumbiu. Acabou se tornando a última dinastia de um reinado histórico e isso significou o desaparecimento definitivo do Egito como Estado independente.

Cleópatra tinha 18 anos quando assumiu o trono. Casou-se com o irmão Ptolomeu XIII aos 10 anos, para juntos assumirem o poder, mas entraram em luta pela coroa, resultando em uma guerra civil.
Foi quando Cleópatra seduziu Júlio César, levando-o a abraçar sua causa e a engrossar seu contingente no confronto contra seu irmão. Os partidários de Ptolomeu cercaram o casal no palácio de Alexandria, mas eles saíram vencedores do conflito. Foi quando Cleópatra se tornou a rainha absoluta e Júlio César ficou com ela por vários meses. Desta relação nasceu um filho, Cesárião. Ambos sonhavam com a ideia de uma monarquia universal, nascida da união entre Roma e Egito.

A guerra continuou. Júlio César partiu para a Ásia e obrigou Cleópatra a casar-se com o outro irmão Ptolomeu XIV, para que partilhassem a coroa. Júlio César foi assassinado pelos republicanos, Cleópatra livrou-se do irmão e aliou-se a Marco Antônio e assim, manteve a independência do Egito.

Seduzido por Cleópatra, Marco Antônio cedeu-lhe territórios que eram de Roma e, por causa desta traição, Otávio invadiu o Egito. Após ser derrotado, Marco Antônio suicidou-se. Otávio mandou matar Cesárião e Cleópatra, que não conseguiu seduzi-lo. Para não ser humilhada, ela se deixou morder por uma cobra, símbolo da deusa-cobra Uadjit (deusa do baixo Egito).

Entre avanços e recuos, marchas e contramarchas, vitórias e derrotas, seduções e mortes, avança a história e a humanidade. Esta, sem dúvida, é uma das que ainda fascina, a da última dinastia egípcia, numa clara demonstração de que tudo passa, tudo tem seu ciclo. Talvez o filósofo Carl Marx tenha razão: “Tudo que é sólido se desmancha no ar”.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre isso?

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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 13/08/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 14/08/2012.

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2 Comentários para "Cleópatra, o Mito"

  • Jô Lopes - 15/08/2012

    Boa tarde,Beto querido!`
    É Beto, a história da humanidade é repleta de ações e reações,conforme o momento histórico e o Papel Existencial de cada personagem.Hoje,percebe-se isto em pessoas que querem se manter no "poder",como uma meta de vida,mesmo que para isto,tenham que anular-se diante da vida em outros sentidos.

  • Roberto Abadie - 13/08/2012

    Caro Beto, tantas pessoas que se consideram insubstituíveis, deveriam ler tuas reflexões de hoje, e pensar que todo o material é finito, até nos mesmos.

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