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Beto Colombo

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Culpa
Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos falar sobre culpa, que pode ser encarada como um sofrimento após reavaliação de um comportamento passado, tido como reprovável por si mesmo. Aqui nos vemos auto-cobradores de nós mesmos de uma situação ideal, mas, como sabemos, o ideal é só um ideal.

Às vezes nos fixamos num trabalho ideal, num relacionamento ideal, pais ideais, vida ideal, enfim, uma existência ideal. Mas, como sabemos, ideal é apenas uma ideia que provavelmente jamais vamos alcançar. Por isso é ideia, ideal.

Também, como sabemos, de um lado da extremidade temos o Ideal, mas de outro lado, temos o Real, a realidade, não como a imposta pelo Rei, por isso real, mas a realidade como fato, como ação, como movimento. Sonhamos com um mundo ideal, mas nos deparamos com o real.

Aquele cargo de diretor de uma multinacional restringiu-se a uma gerência de uma média empresa regional, aquele relacionamento com um tipo de pessoa teima em se apresentar diferente do sonhado, aqueles pais que deveriam ser de um jeito insistem em ser de outro, aquela vida totalmente diferente da querida se apresenta assim, como ela é. É a realidade, é o que realmente é, não o que sonhamos que seja.

Para amenizar a culpa muitas vezes devastadora em nossas vidas, pois ficamos pressionados entre o ideal e o real, há o possível. Claro que para viver sabiamente sob o termômetro não mais do real nem do ideal, mas do possível, é provável que nossas existências se aproximem de uma vida mais plena e verdadeira.

O cargo que tenho é o possível, a relação que tenho restringe-se ao que estou preparado a ter, sou um pai ou uma mãe que posso ser e dou a meus filhos o que posso dar, minha vida é a possível. Talvez, vivendo assim, deixemos o mundo das idealizações, não nos conformamos com o real, e assim, nos movemos em busca do possível.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre culpa?

Beto Colombo
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4 Comentários para "Culpa"

  • ivanete March - 14/08/2012

    Olá! Muito boa reflexão a todos! E é assim mesmo...até que os ideais se tornem irreais e lá mais tarde refletem em sí algum tipo de sentimento de culpa. Voltemos a sonhar sem idealizar sincronizada mente. Essa é minha opinião, para que não venhamos ser "seres tão rígidos" e sim mais suscetíveis. Embora as extremidades causem as decepções e o amargo da vida, para tudo ou quase tudo há sempre uma possibilidade. E esta sim é a realidade que devemos ter para a vida mais plena e verdadeira.
    "Neste emaranhado de possibilidades, tudo é possível, até quase o impossível".
    Parabéns pelos temas!!
    Iva

  • eduardo ronchi - 14/08/2012

    Beto meu querido, tudo bem!!!!
    Que comentario feliz, lúcido e POSSÍVEL!!
    Para mim que analiso a CULPA no campo psicológico e não filosófico, teu conceito é de muita sabedoria!!!
    Desejo SAÚDE E PAZ!
    edu

  • Jô Lopes - 14/08/2012

    Bom dia Beto,querido!
    É Beto, encontramos muitos casos de pessoas,confusas que passam a alimentar e realimentar a culpa pela culpa, se engessando existencialmente.Mas,há pessoas que inferem culpas a outros,ao mundo....Assim, penso que a culpa também pode servir como um filtro de avaliação sobre:conceitos,hábitos,atitudes,para algumas pessoas desde que,estas, não façam da culpa uma armadilha conceitual.

  • Jatir Menegoto - 14/08/2012

    Muito importante sua matéria de hoje, percebo que cada dia mais muitas pessoas vivem frustradas por querer viverem uma vida que não é a possivel para elas, querem viver o no presente o sonho, e com isso vivem infelizes....
    grande abraço
    Jatir Menegoto

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