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Beto Colombo

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Diálogo entre Dois Bebês

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Querido leitor, aceite o meu fraternal abraço. Minha amiga Derci Wotmeyer, facilitadora de yoga do Oikos, enviou-me recentemente uma mensagem e com um pouco de molho pessoal repasso ao leitor. Versa sobre o diálogo de dois bebês que ainda estão no ventre da mãe, trazendo a todos nós uma lúdica fonte de reflexão.

- Você acredita na vida após o nascimento? - Perguntou o menino à irmãzinha, que responde: “Certamente que sim. Algo tem de haver após o nascimento! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde”.

Racional, calculista, incrédulo, o menino acha que é bobagem ter vida após o nascimento, e lasca uma pergunta: “Como verdadeiramente seria essa vida, se ela realmente existisse?”.

No campo das suposições, a menina responde que não sabe exatamente, mas por certo haverá mais luz lá do que ali, lembrando a alegoria da Caverna de Platão. “Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a boca”, supôs.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu  digo somente uma coisa: a vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto! Se realmente existir vida após o nascimento, estaremos fadados a ficar a um metro de nossa mãe pelo resto da vida...

Animada por ver que seu maninho estava pelo menos exercitando sua criatividade, comentou precavida: - Na verdade, certamente há algo depois do nascimento. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

- Mas ninguém nunca voltou de lá para falar sobre isso, ponderou ceticamente o irmão. Para ele, o parto apenas encerra a vida. 

Este lúdico diálogo, criativo e inspirador, nos faz pensar sobre os ritos de passagem que deixamos em algum lugar na esquina da nossa existência. Nos faz lembrar que, talvez,  loucos são os diferentes da gente. Nos faz refletir sobre a continuidade da vida, sobre o que é morte.

O líder espiritual indiano Osho, perguntado qual o contrário de morte, ao que muito responderiam vida, ele foi direto: “Renascimento”. A semente “morre” para nascer a árvore, o feto “morre” para nascer o bebê. Talvez a vida não acabe, tudo seja uma questão de renascer, renascer, renascer. E, talvez, o mais revolucionário seja renascer na mesma existência, renascer em vida.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre morrer e renascer?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 21/11/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 22/11/2011
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2 Comentários para "Diálogo entre Dois Bebês"

  • Derci Wotmeyer - 23/11/2011

    Namasthê, Beto!
    Acredito nisso hoje.....conseguimos vizualizar só aquilo que alcançamos no momento da nossa vivencia....não captamos ou enxergamos além quando estamos fechados para o novo....
    Coração e peito aberto, são virtudes de seres corajosos que estão sempre a frente....enxergando além do horizonte e da mesmice....
    AgraDERCIda por passar a mensagem adiante....compartilhando idéias e conhecimento.

    Fica bem!

    DE

  • Fábio Alexandre - 21/11/2011

    Que interessante Beto depois do seu artigo (reclamação) no dia 9 nao foi registrado mais comentários...nossa que pressão.

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