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Beto Colombo

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Erros
Querido leitor, que você esteja bem. Hoje vamos falar da importância de admitir nossos erros. Eu errei! Que tema interessante não? Erros. Quem nunca errou atire a primeira pedra. Talvez poderíamos traduzir a célebre frase do Mestre Jesus que falou “pecado” ao invés do “erro”.

Todos os mestres, dirigentes reciclados e abertos ao diferente, sempre insistem aos membros da sua equipe: Vamos lá, façam as coisas, não importa que errem, mas façam! Está certo, vai lá, errem, mas de vez em quando acertem.

Lembro-me agora da passagem bíblica na noite da paixão de Cristo: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes”, disse Jesus Cristo a Pedro, seu amigo leal. Dito e feito: quando o galo cantou, Pedro lembrou das palavras do Mestre e entrou em pânico. Saiu correndo pelas ruas de Jerusalém, percorreu montes desertos, ficou desnorteado e só voltou a si três dias depois.

Judas traiu Cristo, assim como Pedro: aquele, Judas, se enforcou, se suicidou. Pedro, ao contrário, não tirou a sua vida. Ele pode ter dito: “Está bem, eu traí meu Mestre, eu admito, sou culpado. Errei, eu errei, podem falar do meu erro durante toda a existência do homem, mas por misericórdia, deixem eu corrigir esse erro”.

Ao invés de se autojulgar errado, de ser o réu e o juiz do seu deslize, Pedro transformou-se no líder da Igreja e peça fundamental para a unidade da Igreja, nomeado mais tarde, o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.

Querido leitor, quantos erros nós cometemos durante nossa caminhada? E de quantos admitimos que somos culpados? O que nos impede de voltar atrás e corrigir? A história está aí, as possibilidades são imensas, nada nos impede de com a maturidade de agora, ir lá atrás e recompor a lacuna. Só não devemos nos julgar aquele menino com a maturidade adulta que temos agora, não é mesmo?

Talvez esse seja um dos motivos de nossas angústias. Não admitimos nossos erros, provavelmente  porque nos achamos semideuses e nos esquecemos que errar é humano. Talvez estejamos aqui nesta existência para errar menos, não para ser infalível.

Para mim, por ora, toda vez que assumi meus erros tudo ficou mais fácil, tudo ficou mais leve. Cada vez que assumi meu erro, pedi perdão e corrigi, senti que me aproximei ainda mais de mim, das pessoas, do Criador. E saí com o foco no “vá e não tornes a errar”.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre admitir nossos erros?

Beto Colombo
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3 Comentários para "Erros"

  • cidinha - 30/01/2014

    Piaget, genial, chamou de tentativas. Com resultados frustrados ou não, tentamos. Os adultos estragaram muito isso com a caneta vermelha e o nome de erro. Edson disse que soube quais eram as mais de mil formas de não fazer a lâmpada, até que um dia soube como chegar ao resultado desejado.

  • tiago duminelli - 27/11/2012

    Talvez para as pessoas admitirem seus erros seja tao dificil pela cultura que criamos, a de nao poder errar, na escola nao podia se errar e a uma geraçao atras se um aluno erasse a régua de madeira da professora funcionava... no trabalho o medo de errar é grande, pois ainda nos dias de hoje, existem os ignorantes que aos berros e gritos na frente de todos as vezes por erros pequenos humilham seus colaboradores, somos todos humanos e erramos e temos que ter a sabedoria de aprender. O exemplo que sempre uso é o da criança que pra aprender ela erra mais sem medo e por isso com uma grande facilidade em aprender.

    Se errar peça perdão, admita seu erro, e aprenda.
    O perdão é um grande exemplo do mestre Jesus em todos os sentidos.

  • Cesar Arlei Paludo - 27/11/2012

    Amigo Beto.
    O teu artigo de hoje me lembrar aquele provérbio antigo: É melhor pecar por ação, do que por omissão ! Forte abraço

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