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Beto Colombo

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Férias do Casamento

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Férias do Casamento

Querido leitor, que você esteja bem, esteja muito bem! Nosso tema hoje é férias do casamento. 

Como você, atento leitor, já percebeu, falo abertamente sobre férias do trabalho. Já escrevi diversos artigos e até mencionei esse tema aqui neste espaço. Falo da importância do ócio criativo, das férias para vagar o mundo (vem daqui a palavra vagabundo, que é vagar o mundo). Não importa o que vai fazer e nem pra onde vai, mas as férias são fundamentais para a qualidade de vida de cada um, principalmente a saúde mental. 

Se férias é bom para o trabalho, ela também é importante para outras coisas. E, recentemente, descobri que ela é também muito boa para o casamento. 

Minha companheira Albany está passando dois meses nos Estados Unidos, pra onde foi por dois motivos: curtir um pouco nosso filho Filipe e sua companheira Lu, que estudam naquele país, e aproveitar para fazer um curso de língua inglesa. Tudo perfeito. 

Esta semana conversamos, ela num lado da linha e eu do outro. Foi um papo doce, de dois adolescentes apaixonados. Ela contando das suas descobertas no curso, nas viagens ao redor de São Francisco, da convivência com nossos queridos familiares. Eu, daqui do outro lado, não foi diferente. Espontaneamente falava do meu cotidiano, dizia o que fiz, onde fui, quem lhe enviou lembranças, da convivência doce com o Rodrigo, nosso caçula. 

Daquele telefonema e dessa experiência de férias de casamento, me vem uma constatação muito linda e forte: “falta algo”. Não é bem uma pessoa, mas falta algo. Lembro-me do tempo em que estamos juntos, às vezes eu num cômodo da casa e ela em outro, mas só o fato de sabermos que estamos ali juntinhos, a alma amaina e tudo se acalma. Agora, ela lá longe, me vem uma forte constatação de que falta algo e uma certeza de que sinto algo. 

Ouvindo a minha esposa do outro lado da linha e vendo-a tão perto e tão longe descansando sorridente na foto em cima da mesa, senti cada passo, cada movimento dela; ela ia e eu ia junto. Fiquei aqui, alegre que não cabia dentro de mim, curtindo as suas descobertas, a sua individualidade. 

Diante desse tema, não tem como não mencionar a letra da música do grupo baiano Mahatma: “De mágoa se pode perder, em afeto prende quem liberta, quanto mais a porta aberta, menos se quer sair”. É isso. Férias é para revigorar, clarear, individualizar, regar e férias do casamento é pra isso. E muito mais, pois “quanto mais a porta aberta, menos se quer sair”. 

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre férias no casamento?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 16/04/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 17/04/2012. Artigos inéditos serão veiculados a partir de março de 2013.

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5 Comentários para "Férias do Casamento"

  • tiago duminelli - 11/01/2013

    Parabens, Férias nos relaxaa a mente =)

  • Sofia - 24/04/2012

    Perfeito. Concordo com você. Isso acontece quando existe uma relação madura e é o contrario da maioria dos relacionamentos. Para alguns essa é uma atitude que demosntra falta de amor. É uma pena pois deixam de vivenciar experiências bacanas e crescer junto com seu companheiro(a).

  • andre spader - 19/04/2012

    parabéns por esse artigo, ele se encaixa bem no meu pensamento a respeito do casal sentir um pouco a falata um do outro, posso dizer que nunca tinha feito isso, ano passado fiquei cerca de 20 dias na Espanha fazendo caminho santiago e pude comprovar na volta do quanto isso fez bem pra nós! então esse ano vou novamente ao velho continente, irei para a italia fazer um tour mais uma vez de bike e pegar as merecidas ferias do casamento!! abç

  • Leonardo Machado - 17/04/2012

    com certeza... ciúme é um sentimento de posse que traduz, na verdade a insegurança da pessoa que o possui. Não falo daquele ciuminho natural de quem gosta muito da pssoa amada, mas do ciúme doentio, sem limites e principalmente do ciúme que exprime a falta de confiança naquele que é o objeto desse ciúme.
    Quando comecei a namorar a Aline, minha atual esposa, percebi logo que ela era dessas pessoas inseguras, e portanto tinha muito desse ciúme chato, que repele. Depois de uma longa e sincera conversa, nos acertamos e a partir daí, ela não demonstrou mais esse ciúme que me afastava dela, e o nosso amor na verdade cresceu, pois percebemos , os dois, que quando se ama, a porta pode estar aberta que mesmo assim não queremos sair. Sentimos mais segurança um no outro e à medida que o tempo foi passando, fui tendo a certeza de que essa seria a mulher com a qual eu queria estar pelo resto da vida. E mesmo quando estamos longe, é como se estivéssemos juntos , pois não é a presença f´pisica que nos une, e sim a presença espiritual. E é assim que os casais deveriam se comportar, pois quanto mais a porta aberta, menos se quer sair. Perfeito seu texto, Beto. Desejo a você e a mim, e a todos, que realmente possam compreender a profundidade dessa mensagem. Um grande abraço,, Leonardo Machado

  • Albany Colombo - 16/04/2012

    Muito lindo e verdadeiro, é isso mesmo, férias as vezes é um bom molho. Apesar da distância, sempre juntos...
    Te Amo, Albany.

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