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Beto Colombo

Artigos

Querido leitor, que você esteja bem! Hoje vamos falar sobre intuição.

Há algum tempo venho não só pensando sobre intuição, mas procurado agir em cima dela. E um dos últimos acontecimentos que poderia ser evitado ocorreu no sábado passado, em Florianópolis.

O que era para ser uma viagem tranquila, acabou sendo algo de muito transtorno pra mim. Fui com minha companheira, Albany, um casal de amigos, a arquiteta Vania e Julio Cezar Búrigo, dois companheiros que aprendemos a admirar. Fomos lá, dar uma olhada na reforma da nossa residência.

Quando saí do hotel, me veio um pensamento para deixar a minha bolsa de couro, onde sempre carrego meus documentos. Aquela vozinha lá dentro dizia: “Deixa, não leva”. Fiz um deslocamento longo onde me lembrei de tantas vezes que ouvi minha intuição e deu certo. Não me lembro de quando me arrependi, quando errei. Até fiz o movimento de deixá-la, mas preferi tirar algumas coisas de dentro como Ipad e outros pertences, mas teimoso ou talvez separado da minha totalidade naquele momento, passei a alça sobre o pescoço e fui.

Depois de acompanhar os trabalhos na casa e ver que estava tudo indo a contento, fomos então, comemorar. O almoço estava uma delícia, a companhia e o papo mais ainda. Mas a sobremesa azedou.

Qual não foi minha surpresa, quando fomos sair, percebi que haviam arrombado a porta do meu carro, pegado a bolsa com todos os meus documentos e algum dinheiro. Os ladrões foram profissionais, levaram só a bolsa, a mesma bolsa que há pouco tempo havia pensado em deixar no hotel.

Ainda dividido, lembro-me bem que o aviso do hotel  não foi o último, pois quando saí do carro me veio novamente a intuição. “Já que trouxeste a bolsa, leve-a contigo”. De novo não ouvi os sinais, não escutei minha intuição. Pensei: “A Albany leva a carteira dela para pagar as despesas e eu deixo a minha bolsa aqui no carro”. Contrariando minha intuição, deixei-a entre os bancos do automóvel. Aqui, eu simplesmente não deixei minha estrutura de pensamento trabalhar para mim.

Intuição vem do grego “intuere”, que quer dizer “olhar para, considerar, avaliar”;  “in” aqui significa “para, sobre”, acrescido de “tueri” que é “olhar, vigiar”.

Errei! Não me ouvi, não ouvi minha intuição. 

É assim como o mundo me parece hoje. E você, como lida com a sua intuição?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 19/12/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 20/12/2011.
Leia novos artigos nesse espaço a partir de março de 2012.
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1 Comentários para "Intuição"

  • jorge - 14/12/2011

    muito azar...mas nesse momento minha intuiçào diria assim; atenção leia a placa....que placa...aquela que diz assim....NOSSA EMPRESA NÃO SE REPONSABILIZA POR OBJETOS ESQUECIDOS DENTRO DO CARRO....

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