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Beto Colombo

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Lei da Inércia

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Lei da Inércia

Querido leitor, que você esteja bem. Isaac Newton, físico, astrônomo, matemático, um dos maiores pensadores de todos os tempos, escreveu que “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele”. Ele chamou essa ideia de Lei da Inércia. 

Inglês, Newton nasceu no natal de 1642 e morreu aos 85 anos, precisamente em 31 de março de 1727. Importante também expor que Isaac Newton escreveu a Lei da Inércia focando sua aplicação para objetos, coisas inanimadas como rochas, árvores, enfim, falava em matéria. Porém, diante do seu enunciado, podemos aplicar a Lei da Inércia para o cotidiano em nossas vidas, ou não? 

Vamos a alguns exemplos que vão além do exposto por Newton, pois este, como sabemos, está provado, comprovado e carimbado. Vejamos o lado pessoal dos indivíduos, seus padrões, suas rotinas. 

Como observamos, algumas pessoas fazem de suas vidas uma rotina de ir e voltar do trabalho, de ir e voltar do jogo de futebol, sentar e levantar das mesas de refeições, sentar e levantar da frente da televisão... Nada acontece de novo, nada é inovador em suas vidas, tudo é velho. Isso é inércia! Provavelmente essas pessoas passam a existência repetindo coisas que fizeram no dia anterior, e no dia anterior replicando coisas que tinham feito antes de ontem. Enfim, passam numa frenética repetição. Tudo é praticamente igual: repetições, repetições e repetições. 

E, de repente, uma força desequilibradora tira você dessa armadilha. Uma demissão, um acidente, uma doença grave, uma tragédia... Enquanto essa força não surge ficamos ali repetindo, repetindo, repetindo. 

Voltemo ao enunciado de Newton: “um objeto que está em repouso ficará em repouso até que uma força desequilibradora atue sobre ele”. Isso faz sentido para você? 

Lembro-me de Christofer Reev, o ator que ironicamente interpretou o Super Homem que, após uma queda do seu cavalo, ficou tetraplégico. Em entrevista nas páginas amarelas da revista Veja, antes de sua morte, ele comentou que passava horas e horas se deleitando com o som da chuva, dos pingos que iam de encontro das folhas, formavam gotas maiores e caíam sobre as outras folhas logo abaixo. “Antes do acidente não via nenhuma graça e hoje me alimento desses momentos”. Para que esperar ficar tetraplégico para comtemplar a si, o outro, a natureza? 

Outro exemplo é o dos japoneses que, sendo um dos maiores consumidosres de peixe do mundo, começaram a ter problemas com este alimento, pois de deslocavam muito para pescar e, quando chegavam com a pesca congelada, não tinha o mesmo gosto. Construíram um navio com porão aberto, onde os peixes, quase sem espaço, chegavam com vida à costa, mas devido ao pouco espaço para se movimentar, também perdiam o gosto. 

A solução para trazer os peixes vivos e com um paladar agradável, que os japoneses estavam acostumados, foi de colocar um tubarão juntos com os peixes, só assim eles se movimentavam dentro do curto espaço e chegavam de acordo com o gosto dos clientes. 

Algumas pessoas estão atrofiadas em seus corpos e conheço pessoas que a atrofia está nos pensamentos e verbalizam com suas longas e repetidas histórias. Para mim, viver é movimentar-se, afinal de contas, uma água parada apodrece e nós, como sabemos, temos 70% de água em nosso corpo. 

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre a Lei da Inércia?

Beto Colombo

 

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5 Comentários para "Lei da Inércia"

  • Carlos - 25/01/2014

    Importantíssima colocação Beto. A Lei da Inércia, assim como outras leis de Isaac Newton podem ser aplicadas perfeitamente no cotidiano das pessoas.
    Mas o melhor é que podemos agir antes mesmo que esta força desequilibradora atue sobre nós. Para isso, acredito que tenhamos que separar alguns minutos, todos os dias, para analisar o que fazemos e como agimos. E a melhor ferramenta para isso, é a leitura e a auto-reflexão. Seu texto de hoje é um importante ferramenta para iniciar estas mudanças, tirar o corpo da "Inércia".

  • Gladis Sarvalaio - 25/01/2014

    Sou exemplo vivo desse texto.

  • Alberto - 17/07/2012

    Muito bom. E, prolongando um pouco mais a lei de Newton da vida diária das pessoas para a das empresas e outras organizações, será que também se aplica? Suponho que sim. Por isso publiquei com fins didáticos em https://www.facebook.com/next.mba.knowledge
    Um abraço e... boa inspiração!

  • ivania - 17/07/2012

    Inércia e vc nao ter a capacidade de fazer da rotina algo novo, nenhum dia eh igual ao outro, Deus o faz diferente para que vejamos e façamos tudo novo; nao deixemos a ilusão mascarar nossa Vida, com confeites pintando quadros irreais e imaginários, isso é inércia da maturidade e vivencia digna, natural !

  • Joao Batista - 01/04/2012

    Caro Beto,

    Concordo! Entendo que a vida é uma contínua reação química e se não modificarmos o catalizador, o resultado será quase sempre o mesmo. Se não submetermos nossos sentidos à novas experiências os resultados tenderão ser os mesmos e a mesmice cança e mata. Gosto da forma poética como Pablo Neruda demonstra essa sensação:

    "Morre lentamente
    quem se transforma em escravo do hábito,
    repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
    Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
    Morre lentamente
    quem faz da televisão o seu guru.
    Morre lentamente
    quem evita uma paixão,
    quem prefere o preto no branco
    e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
    . . ."

    Então, a inovação parece ser o segredo.

    Abs,

    João Batista - Floripa - 01.04.2011

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