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Beto Colombo

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O Espírito do Natal

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O Espírito do Natal

Querido leitor,  em paz. É Natal. Me parece que no Natal, por mais racionais que sejamos, acabamos sendo contaminados por esta magia que ninguém explica, a do nascimento do Filho de Deus. Em boa parte do mundo, principalmente aqui no ocidente, o Natal é a festa de maior repercussão e também de envolvimento das pessoas. Os apelos publicitários, sem dúvida, são os maiores responsáveis pela criação desse contexto festivo e envolvente. Quase todos os povos celebram a data, quer por seu sentido religioso, quer por seu significado social.

No entanto, para mim o sentido mais profundo do Natal é aquele que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Belém: “Eis que vos anuncio uma grande alegria, um menino nasceu, vinde vê-lo”. Fala-se muito no espírito de Natal, o clima que enternece as pessoas, diante do berço de um recém-nascido, com toda aquela fragilidade de um bebê. Como é fácil amar e se solidarizar com aquela criança, ainda mais sabendo em que circunstância ela veio ao mundo. Crianças são frágeis, indefesas e facilmente enganadas, e, confiam nos adultos. Por outro lado aquele menino não ficou na manjedoura, Ele cresceu e suas ideias e atitudes incomodaram e incomodam muita gente.

Suas práticas eram simples, mas tinham a autoridade de quem sempre marcou gestos e palavras pela verdade, pela bondade e pelo amor ao próximo. “Até hoje vos disseram isso. Eu, porém, vos digo...”. Porém, foi ele que também  enfrentou a corrupção quando chicoteou os vendilhões do Templo, chamando os membros da elite do Sinédrio de ladrões.  Mas foi Ele também que nos ensinou a sermos humildes, quando lavou os pés de seus discípulos. Foi Ele que nos ensinou a refletir, quando ficou 40 dias no deserto meditando, ou quando descansava na casa de seu amigo Lázaro.

Jesus nos ensinou a repreender quando disse a Pedro: ”Afasta-te de mim Satanás”, e nem por isso Pedro o abandonou.

Quando dava graças ao Pai pelas pessoas, pelo alimento, estava nos ensinando a agradecer. Com a Parábola da Figueira, ensinou-nos a podar nossos ramos secos para que dessem mais frutos.

O Mestre nos ensinou a ficarmos calmos nas tempestades, a não servir a dois senhores, a nos prepararmos para os dias difíceis, a seguir pelo caminho estreito, a avaliar as pessoas por suas ações, por seus exemplos. Foi Jesus quem pediu para que preparássemos o nosso sucessor, quando elegeu Pedro o líder da Igreja.

Enfim, para quem olha além da gruta de Belém, a esperança de felicidade para todos não se alicerça no recém-nascido, mas no Homem Jesus: lutador, corajoso, inovador. Quiseram calá-lo com a cruz, porém, sua voz profética continua através dos tempos em seus seguidores de todos os credos que, até hoje, fazem repercutir suas verdades. Este é, para mim, o verdadeiro sentido do Natal. “O menino nasceu e está no meio de nós”.

Feliz Natal!

Estamos juntos

Beto Colombo

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