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Beto Colombo

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O Filosofar em John Dewey

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O Filosofar em John Dewey

Querido leitor que você esteja em paz. Hoje vamos nos aprofundar um pouco no filósofo John Dewey.

Antes de tudo e de mais nada, vale a pena expor que John Dewey foi o pensador que pôs a prática em foco. De nacionalidade estadunidense, ele defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumentos para a maturação emocional e intelectual das crianças.

Para John Dewey, o pragmatismo parte do princípio de que o propósito da filosofia, ou pensamento da filosofia, não é proporcionar um retrato verdadeiro do mundo, mas sim nos ajudar a agir de maneira eficaz dentro dele. Assim, ao assumir uma perspectiva pragmática, não devemos ficar perguntando: “É dessa forma que as coisas são?” Mas sim “quais são as implicações práticas ao se adotar essa perspectiva?”

Para Dewey, os problemas filosóficos são problemas que ocorrem porque os humanos são seres vivos buscando um sentido no mundo, lutando para decidir como agir nele e da melhor forma possível. Na visão do pensador, a filosofia começa a partir das esperanças, das aspirações humanas do dia a dia e dos problemas que surgem no decorrer da vida.

John Dewey ainda acreditava que filosofar não é agir como espectadores distantes de tudo, mas sim, se engajar nos problemas do mundo. Dizia que somos organismos que têm que responder a um mundo sujeito a constante mudança e fluxo, e que a existência é um risco, ou um jogo, e que o mundo é instável.

Diante destas variáveis, dependemos do ambiente para sermos capazes de sobreviver e prosperar, e que esses ambientes estão sempre mudando e de forma imprevisível. Há tempos de boa colheita de trigo e então a safra se esgota, somos saudáveis durante anos e então chega a doença quando menos esperamos.

Destacado no campo educacional, influenciando até o movimento “Escola Nova” no Brasil, ele defendia que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Ele insistia na necessidade de estreitar a relação entre teoria e prática, pois acreditava que as hipóteses teóricas só têm sentido no dia a dia.

Seu grande mérito foi ter sido um dos primeiros a chamar a atenção para a capacidade de pensar dos estudantes. Dewey acreditava que, para o sucesso do processo educativo, bastava um grupo de pessoas se comunicando e trocando ideias. Ao mesmo tempo, reconhecia que, à medida que as sociedades foram ficando complexas, a distância entre adultos e crianças se ampliou demais. Daí a necessidade da escola, um espaço onde as pessoas se encontram para educar e ser educadas. Em outras palavras, o objetivo da escola deveria ser ensinar a criança a viver no mundo.

É assim como John Dewey idealizava o mundo e a escola. E você, o que pensa sobre isso?

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Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 30/08/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 31/08/2012.

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2 Comentários para "O Filosofar em John Dewey"

  • Adauton luiz Deolindo - 30/08/2012

    Muito bem Beto. Legal este John Dewey, já no seu tempo ele sentia a distancia entre os adultos e as crianças em função da sociedade moderna e consumista. Acredito que o maior tesouro do Homem é estar junto de suas crianças. O resto é só DINHEIRO.

  • Paulo Hoepers - 30/08/2012

    Bom dia Beto. Com esta visão filosófica eu me identifico muito e tenho realizado muitas ações e discussões em ambientes educacionais e empresariais, por convicções pessoais, antes mesmo de conhecer este filósofo ou qq assunto relacionado a área da filosofia. Quero conhecer mais sobre John Dewey. Abraço

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