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Beto Colombo

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Ode à Alegria

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Recentemente, num sábado á noite, um amigo me ligou e disse: Traga o DVDda nona de Bethovem e vem aqui para degustarmos um bom vinho ao som da Alegria. Depois, horas mais tarde, já extasiado com a obra ele me desafiou: escreva sobre isso.

Beethoven estava velho, doente, solitário e surdo quando musicou o Ode à Alegria de Schiller, nona e última sinfonia.

Surdo. Poderá haver desgraça maior para um músico que ficar surdo? Ele sabia que seria sua última sinfonia, ele então faz o coro cantar para terminar o último movimento, ato inédito até aquele momento para a música clássica. No filme O Segredo de Beethoven o músico diz à jovem que copiava suas partituras que só aprendeu a escutar depois que ficou surdo. 

Depois que ficou surdo comentou ele: “A música me vem pura, no silêncio da alma”. Que coisa não?

Em fevereiro de 1824 Beethoven conclui sua obra prima. A canção à alegria apresenta um paradoxo de ser entendida como um hino da emancipação do mundo europeu dos tempos feudais, liberto da tirania e das cargas da servidão. A letra da música nos diz: a alegria não se perdeu, ao contrário, a alegria e a felicidade estão ali ao nosso alcance, muito próximas, mas para que isso de fato aconteça precisamos abandonar nossas mediocridades políticas que nos cercam.

O Hino da Humanidade, como é conhecido, é também o hino da União Européia adotado e oficializado na assinatura do tratado.

A música com pitadas de interpretação nos diz: Que as filhas de Elísio estendam seus braços e num abraço fraterno acolha a toda humanidade, sem fome, sem violência, sem discriminação.

“Abracem-se milhões! Irmãos, além do céu estrelado mora um Pai amado.

Da alegria bebeu todos os seus no seio da natureza”.

Abençoado sois Anton Schindler pela letra e eternizado serás Beethoven pela sua obra-prima a 9ª Sinfonia – A Sinfonia da Utopia.

Um só povo, uma só nação, uma só raça, a raça humana.

Pode não ser hoje, pode não ser amanhã, pode ser utopia, mas pode ser sim. Eu acredito e você?

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre a alegria?
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1 Comentários para "Ode à Alegria"

  • Albertina Manenti Silvestrini - 20/06/2011

    Olá Beto, Sem dúvida a alegria deve fazer parte da vida de todos, cada ser tem suas particularidades, peculiaridades e potencialidades, que bom se todos tivesem a oportunidade de curtir um momento alegre e escutar ou melhor sentir tambem , não somente a "Nona Sinfonia" de Ludwig Van Beethoven, mas tambem outros acordes deste mestre como "Sonata ao Luar", tenho certeza que as alegrias serão diferentes.

    Atenciosamente,
    Albertina

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