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Beto Colombo

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Os Miseráveis: um livro, três óticas

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Os Miseráveis: um livro, três óticas

Queridos leitores, que vocês estejam bem. Os Miseráveis, musical baseado no livro de Victor Hugo, é uma das obras que a arte criou e que, sugiro, deve ser apreciada.

Claro, se puder, leia o livro e assista ao filme. Há três personagens que envolvem toda a trama, que são Jean Valjean, que rouba um pão para alimentar sua sobrinha e aqui é preso; o bispo de Digne, Myriel; e Javert, o inspetor policial que acompanha Valjean na cadeia e vai ao seu encalço fora dela.

De acordo com minhas conclusões iniciais, nós podemos interpretar Os Miseráveis de, no mínimo, três óticas, três formas, três influências filosóficas diferentes que são: da ótica de Cesare Lombroso, da ótica do cristianismo e, por último, da ótica filosófica grega.

Médico criminalista italiano, Cesare Lombroso foi um destacado profissional e cientista que escreveu no início do século passado o livro O Homem Delinquente. De acordo com sua teoria, o homem já nasce delinquente. Em resumo: “Pau que nasce torto, nunca se endireita”.

Como sabemos, o cristianismo, surgido há pelo menos dois mil anos a partir do mestre Jesus, prega neste tempo todo o perdão, a conversão e o novo homem na velha carcaça. Mais do que isso: “Se alguém te bater, ofereça a outra face”.

É possível que aqui, no oferecer a outra face, o Mestre não quisesse dizer para dar o outro lado do rosto para bater. É possível que seja uma bonita metáfora que sugere que se a situação nos chega de forma desagradável, devemos mostrar a face oposta. Dar a outra face talvez seja mudar a paisagem, é uma ação positiva diante de uma negativa.

Já a terceira ótica vem da antiga Grécia e de seus filósofos, com questões como “Quem sou eu?” Este questionamento se apresenta justamente quando Jean Valjean vê-se pressionado por sua consciência. Quem sou eu ? Sr Madeline? Jean Valjean?.na parte em que ele soube que um terceiro homem vai ser novamente julgado, pois a justiça havia, enfim encontrado um falso, Jean Valjean e com certeza seria condenado em seu lugar, já que Javert estava certo: “Ele só vai cometer mais crimes atrás de crimes”.

Os miseráveis, clássico francês, publicado em 1862, tão profundo, tão atual. Qual das óticas você se aproxima? Lembrando que isso é assim para mim hoje. E você, já leu ou assistiu Os Miseráveis?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior no dia 12/04/2013.

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