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Beto Colombo

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Sagrado e Profano

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Sagrado e Profano

Querido leitor e querida leitora, aceite o meu fraternal e caloroso abraço. Hoje vamos refletir sobre o sagrado e o profano.

Como sabemos, na história da humanidade o homem geralmente fez uso de substâncias para expandir o estado de consciência e acessar, assim, outras possíveis realidades paralelas. E o fez com intuito de se aproximar mais da natureza, conhecer mais e melhor o universo e a si mesmo, enfim, tinha um propósito sagrado.

Dizemos que todo amor é sagrado e, se todo amor é sagrado, o propósito também sagrado tem como objetivo a aproximação do Todo, de um ser Superior, Daquele que É, da Grande Força... de Deus. O sagrado nos sacraliza, transforma nossa existência, exalta a vida, nos transforma em homens sãos e mulheres sãs, que nada mais são do que homens santos e mulheres santas. Eis o que quer dizer isso, homem santo nada mais é do que homem são, que não está doente.

Como vimos e sabemos, a história nos mostra que as civilizações tradicionais e até as sociedades organizadas, geralmente usaram substâncias para acessar ao sutil. Mas o fizeram de forma ritualística e sagrada. Foi assim para alguns com a maconha, com a folha da coca, com o peyote e até com a ayahuasca.

Quando não há uma tradição, no caso dos índios, existem religiões por trás de tudo isso contribuindo para o engrandecimento do ser humano, ajudando-o a se encontrar nesta sociedade de neon. Só isso já demonstra o caráter sagrado dessas substâncias naturais e que geralmente nada fazem mal à saúde humana, pelo contrário, contribuem sobremaneira para o ser integral, seja ele mental, corporal e espiritual.

Mas, como tudo em nossa sociedade, tudo tem, no mínimo, dois lados, além do sagrado há o profano. Quando deixa de fazer parte de um ritual de luz e parte para a sombra, entra o lado profano das substâncias. Aqui, ao invés de libertar o ser humano, o aprisiona. E o pior disso tudo é que as substâncias sagradas deixam de ter este caráter para se transformar em droga.

Como sabemos, a diferença entre o veneno e o remédio é a dose. Mas também dá para dizer que a intenção do uso dessas substâncias pode ser um dos critérios da sacralidade ou do caráter profano.
Para enfrentar o que os budistas falam de “Maya”, que é ilusão, muito seres humanos, principalmente os jovens, entram na sombra e banalizam o sagrado, transformando-o em droga. Talvez, se buscasse o autoconhecimento, se se alinhasse a uma organização sagrada, onde a palavra e as substâncias são focadas na busca do alinhamento da santidade como ser, o ser humano pudesse ser mais livre, mais santo.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, como busca a santidade?

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Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 08/11/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 09/11/2012.

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1 Comentários para "Sagrado e Profano"

  • Marina - 08/11/2012

    Concordo com seu pensamento.Essa santidade que voce fala ,vejo como a busca da moralidade,da iluminação pessoal porque se estamos longe da ética moral seja ela cristã ou não estamos nas trevas ou mais suave ,na escuridão a medida que evoliimos moralmente ,embora cada cultura tem sua regra de moral ,mas todas embasadas no bem estar e no progresso moral para o bem de todos,simos da escuridão da ignorância e entramos na luz ,do saber,e da ética da moral.

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