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Beto Colombo

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Stella Estrela

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Stella Estrela

Querido leitor, que você esteja bem e em paz! Hoje nosso tema é sobre viagem. Há muitos anos, durante a minha viagem de buscas, encontrei um ser especial que viajou comigo durante muito tempo. Uma mulher especial, guerreira do bem, da paz, do amor. Um ser dedicado às pessoas e às causas humanistas. Falo de Stella Firmino de Oliveira.

Eram os idos de 1980 e 1990 quando nos encontramos no curso de teologia, na diocese de Tubarão. Desde o início, aquela pequena grande mulher me chamou a atenção pelo raciocínio lógico e completo, pela fala mansa e afiada, pela prática.

Com ela aprendi muitas coisas e uma delas vem ao encontro da frase do apóstolo Thiago, irmão de Zebedeu. Aprendi que oração é a união de duas palavras: orar mais ação. São Thiago me foi apresentado por ela: “A fé sem obras é morta”.

Em algum momento lá atrás, nós entramos no mesmo veículo e fizemos a mesma viagem. Inicialmente no curso de teologia que, depois, ela se tornou professora. Seu carisma começava por um olhar com foco naquele que estava na sua frente, jamais desviado.

Fizemos algumas viagens juntos, muitos cursos e palestras neste mundo de Deus. Entramos em casas de famílias, em igrejas e presídios, desbravamos favelas, cortiços e prostíbulos. Lá estava ela, uma missionária do bem, uma profeta a anunciar tempos novos e a denunciar as injustiças.

Depois disso, convivi uma dezena de anos com o seu trabalho em nossa empresa. Com sua sensibilidade aguçada e sua amizade sincera, criou um laço afetivo com nossos profissionais, de todos os setores. Fez um trabalho inovador dando atenção mais apurada às questões pessoais e familiares de nossos profissionais. Ela era a ponte entre a casa e a empresa e sua saída deixou uma lacuna irreparável até nos dias de hoje. De manhã, quando chegava em minha sala, lá estava um bilhetinho com uma mensagem confortadora, um lembrete de nossos compromissos com o próximo.

Depois dessa convivência mais próxima, assim como qualquer viagem de trem, por exemplo, nós nos separamos: eu fui para um vagão e ela foi para outro e, de vez em quando, nos visitávamos.
Há alguns dias ela desceu do vagão desta existência física para entrar para outra viagem. Ela deixou este plano para seguir sua jornada em outro plano. Foi se encontrar com o Nilo de Oliveira, seu esposo.

A viagem continua. Seguimos nossa viagem sensibilizados com as palavras de Stella, tocados com o seu exemplo. Na sua despedida, seu netinho chorando pedia a sua mãe: “faça ela levantar mãe”. Um dia ele entenderá que pessoas iluminadas nunca morrem, não deitam. Vai com Deus amiga, sentiremos saudades.

Stella, estrela. Firmino, firme. Oliveira, da árvore sagrada.

É assim um pouco da minha amiga. E você, já perdeu algum amigo querido na viagem desta existência?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 09/07/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 10/07/2012.

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3 Comentários para "Stella Estrela"

  • Jô Lopes - 10/07/2012

    È Beto,tive também uma amiga maravilhosa e inesquecível como a Stella,mas minha amiga é a Conceição que foi muito presente na minha existência,nas festas,nos eventos,nos estudos e nos dias lindos que vivemos juntas encontrando nas nossas lembranças as músicas que marcaram algumas fases de nossas vidas.No dia do seu velório fique bem próxima ao rosto dela,como se ela pudesse me ouvir, peguei uma pétala de rosa vermelha que estava em sua volta e disse-lhe que iria guardá-la até o dia de nos encontrarmos novamente no mundo espiritual.

  • jorge - 09/07/2012

    Só agora eu entendi porque as estrelas morrem lá no céu,se faz nescessário para que haja espaço, pois está chegando uma nova estrela,um lugar ideal para uma pessoa que foi sempre iluminada.

  • Alex - 09/07/2012

    Olá, Beto
    Além de todos nossos desafios do dia a dia, o que fica realmente é as amizades e o que vivemos, sempre lembro o treixo de uma musica que gosto tanto:" o que é que deixei pras pessoas que um dia vão continuar, o que é que fiz com os meus sonhos e qual foi o meu jeito da amar"
    Abraço
    Alex

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