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Beto Colombo

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Teocentrismo ou Amorcentrismo

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Teocentrismo ou Amorcentrismo

Querido leitor, aceite o meu fraternal e caloroso abraço. Ontem refletimos sobre um importante tema ainda nos dias atuais que é o antropocentrismo. Hoje vamos nos ater ao teocentrismo.

Fazendo uma breve revisão de nosso artigo de ontem, lembramos que em um universo que se expande, temos duas grandes formas filosóficas de interpretar o processo de evolução na terra, que é o antropocentrismo e o teocentrismo.

Aquele, o antropocentrismo, podemos dizer que se trata de uma doutrina que considera o homem no centro do universo. Lembrando muito quando a igreja impunha o Geocentrismo, onde o planeta Terra era considerado o centro do sistema solar, com o sol e os demais planetas girando em torno da terra.

Com o avanço dos estudos, a ciência constatou e provou que ao invés do Geocentrismo, onde a terra era o centro do universo, o correto era dizer, como se admite ainda hoje, o Heliocentrismo, onde o sol é o centro do sistema e os demais planetas giram em torno dele. Isso, até os Maias e Incas já sabiam, onde adoravam o deus “Inti”, que era o deus sol.

Então, como é lógico deduzir, o Teocentrismo considera Deus como centro do universo, assim como toda a sua criatura está a seu serviço. No dizer do Chefe Seatle: “Cuidar do universo é reconhecer e ser grato ao seu Criador”.

Neste processo de marchas e contramarchas da história, a transição da cultura medieval para a cultura moderna é frequentemente vista como passagem de uma perspectiva filosófica e cultural centrada em Deus e a outra centrada no homem. Mas, como vimos e como o leitor pode deduzir, passagem esta feita com algumas controvérsias.

No campo religioso, podemos considerar que todas as religiões simultaneamente são teocêntricas e antropocêntricas. Elas admitem que Deus é o supremo criador do mundo, porém, pregam que nenhuma outra criatura, além do homem, é digna de salvar-se.

Além das religiões ocidentais, também as de origem oriental como o budismo e o hinduísmo, interpretam que o homem é apenas um ser entre todos os outros, tão imortal como eles. Por quê? Porque, para eles, em todos os seres existe o princípio divino e imortal que vai reencarnando em espécies menos avançadas espiritualmente, mas que no final culmina no homem, pois é o único ser que pode se libertar da cadeia da reencarnação.

Antropocentrismo ou Geocentrismo, filosofias, teorias, todas importantes, pois fazem parte do processo de evolução da humanidade. Mas independentemente de uma em detrimento de outra, para mim somos todos peregrinos nesta existência onde mais que Deus ou a Terra, o Amorcentrismo é, incontestavelmente, o grande elo que une tudo e todos.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, como vivencia o Teocentrismo?

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Artigo veiculado na Rádio Som Maior FM no dia 13/11/2012 e no Jornal A Tribuna no dia 14/11/2012.

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2 Comentários para "Teocentrismo ou Amorcentrismo"

  • Ivanete March - 16/11/2012

    Bom dia!!
    "Cuidar do universo é reconhecer e ser grato ao seu Criador"..belo dizer!
    Feliz conceito seu neste último parágrafo...somente enfatizo que o amorcentrismo, este grande elo que une tudo e todos, embora escassos nesses últimos tempos pela humanidade, incontestavelmente vem de Deus...unicamente. E só com muito amor mesmo, podemos mudar este cenário, se assim a humanidade quiser e ainda puder.
    Abraçoss

  • Zelio P. Casagrande - 15/11/2012

    Com um fraternal abraço, compartilho uma mensagem de um nosso indio txucarramãe,
    "naturocentrismo"? Zélio

    Guerreiro Sem Armas (txucarramãe)
    Autor:Kaka Wera Jecupé
    A TERRA DOS MIL POVOS


    “No caminho do guerreiro,
    cabe a você discernir
    o que foi tecido pelos fios divinos
    e o que foi tecido pelos fios humanos.

    Quando você principia a discernir,
    você se torna um txcucarramãe –
    um guerreiro sem armas.

    Porque os fios tecidos pela mão do humano
    formam pedaços vivificados pelo seu espírito.
    Essa mão gera todos os tipos de criação.

    Muitas coisas fazem parte de você
    para se defender do mundo externo,
    geradas pela sua própria mão e pelo pensamento.

    Quando você descobre o que tem feito da sua vida
    e como é a sua dança no mundo,
    desapega-se aos poucos das armas,
    que são criações feitas para matar criações.

    De repente, descobre-se que,
    quando paramos de criar o inimigo,
    extingue-se a necessidade das armas.”

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