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Beto Colombo

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Top Of Mind

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Querido leitor, hoje vamos refletir sobre Antropocentrismo. Ele vem do grego Anthropos + Kentron, ou seja “humano” + “centro”. Conceitualmente, pode-se dizer que aqui se considera que a humanidade deve permanecer no centro dos entendimentos humanos, ou então, que o universo deve ser avaliado de acordo com sua relação com o homem. Resumindo: O homem no centro das atenções. 

Sabe-se que o termo Antropocentrismo vem do renascimento em contraposição ao suposto Teocentrismo da idade média. A transição da cultura medieval à moderna é frequentemente vista como passagem de uma perspectiva filosófica e cultural centrada em Deus e a outra centrada no homem, com algumas controvérsias. 

Num universo que se expande temos o antropocentrismo, que podemos dizer que se trata de uma doutrina que considera o homem o centro do universo. No campo religioso, podemos considerar que todas as religiões simultaneamente são teocêntricas e antropocêntricas. Elas admitem que Deus é o supremo criador do mundo, porém, pregam que nenhuma outra criatura, além do homem, é digna de salvar-se.

A doutrina pregada sobre a ótica do antropocentrismo me parece que nos encurralou numa espécie de exclusivismo genético, na forma de instinto condutor. E este exclusivismo, a meu ver, está se tornando cada vez mais prejudicial em todos os aspectos, seja no campo social, religioso, econômico e, essencialmente, no ambiental. Essa atitude causada pelo instinto exclusivista humano onde que, para alguns, são tidos como normal, para mim nada mais é que um lento e certo suicídio.

No início da humanidade, quando a espécie homo sapiens ainda era em número menos representativo, a própria natureza se encarregava de equilibrar o planeta. Hoje, sinto que nos tornamos como vorazes gafanhotos em busca de “alimentos” do nosso mundo consumista.

O planeta sobreviveu tranquilamente sem o ser humano por bilhões de anos. Aqui viviam seres da água, da terra e do ar dentro de uma cadeia alimentar equilibrada. Com o advento do homem, o desequilíbrio se iniciou e está colocando em risco até a permanência de vida em nosso planeta. Conclusão: a terra e os outros seres vivos sobrevivem sem o ser humano, mas o ser humano sobrevive sem os outros seres?

Dentro desta perspectiva antropocêntrica, o que estamos fazendo com a natureza é extremamente prejudicial, não só aos seres humanos, mas também à flora e fauna que habitam o planeta. Tornamo-nos seres predatórios, nossas atitudes tidas como corretas, legítimas, como na matança de animais para retirada de pele para enfeite humano, da caça pelo esporte como daquela fazendeira de onças, da retirada da madeira nativa para móveis, do carvão para energia elétrica, petróleo e outras tantas formas de destruição do planeta.

Talvez o melhor caminho para preservarmos a vida no planeta não passe somente pela ação e conselhos dos ecologistas, como economizar água, eletricidade, combustíveis sustentáveis e outras atitudes paliativas não tão significantes nessa ótica que me refiro. Talvez quando o homem libertar-se desta visão de tudo pode, desde que seja a seu bel prazer, de repente aqui ele consiga se ver no planeta não como dono, e sim como mais uma espécie que precisa e depende do ecossistema para a sobrevivência de toda a vida no planeta.

Afinal de contas, humano vem de húmus: “Da terra viestes, pra terra voltarás”.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que sobre o homem no centro do universo?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 06/09/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 08/09/2011. Leia novos artigos nesse espaço a partir de março de 2012.

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1 Comentários para "Top Of Mind"

  • Albertina ManentiI Silvestrini - 07/09/2011

    Querido Beto, analisando os estudos de filósofos e pensadores após o século XVIII sobre o antropocentrismo, percebe-se que na visão deles, todo estudo do mundo natural foi realizado com o intúito de conhecer dominar e utilizar a natureza à serviço da vida humana, que os seres da natureza não tem valor intrínsico e são propriedades do homem. Infelizmente, esta visão sempre fez parte da história humana.

    um abraço
    Albertina

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