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Beto Colombo

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Vende-se Tudo

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Querido leitor, que você esteja pleno.

Muito interessante o artigo da escritora Martha Medeiros que recebi recentemente e que agora compartilho com vocês. “Vende-se Tudo”, era o título.

De acordo com o artigo, a autora achou interessante o comentário de uma mulher ao ler um cartaz no mural da escola de seu filho que dizia: “Vendo tudo. Motivo: mudança para os Estados Unidos”.

- Nossa, que tristeza, vender tudo. Comentou a mulher.

- Não é não, pois já passei por isso, disse Martha Medeiros. Que completou: “É uma grande lição de vida”.

De acordo com ela, quando morou no Chile fez o mesmo procedimento, só que o cartaz estava no mural da empresa onde o marido trabalhava. Sem mais nem menos, o interfone tocava e pessoas estranhas entravam em sua casa e, aos poucos, compravam coisas com grandes descontos e levavam algum presente extra como saleiro, abridor de garrafa, vaso, açucareiro.

“Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu”, comenta a autora. “No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.” Ela comenta que guarda esses últimos dias no Chile como o momento da sua vida em que aprendeu a irrelevância de quase tudo o que é material. A partir daquela situação, “nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo”.

Depois da experiência de ter morado no Chile e, no retorno, ter vendido os seus bens materiais, Martha Medeiros fala que deixou de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar e não para se amar. Hoje ela comenta que se desfaz com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil se afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na sua vida.

A escritora comenta que ainda no aeroporto se tocou da simplicidade e da intensidade vivida, pois estava indo embora carregando apenas o que haviam vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Mais: Não pagaram excesso de bagagem e chegou ao Brasil leve.

Para ela, não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza, plenitude e felicidade. São sim os momentos especiais que não têm preço, as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam, a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito. Lembrando que para cada um é de um jeito e para Martha Medeiros é assim. 

E você, o que pensa sobre vender tudo?
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Artigo veiculado na Rádio Difusora no dia 26/03/2013.
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4 Comentários para "Vende-se Tudo"

  • Ivone castellar - 23/03/2012

    Pensamos que é um ótimo exercício para treinar o DESAPEGO. Aliás, estamos precisando exercitá-la. Grande abraço

  • Roberto Abadie - 23/03/2012

    A traves de nosso comum amigo, Cristian da Celofix, recebo sempre suas mensagens. Esta última, chega num momento especial da minha vida. Muito obrigado por partilhar-o com todos nós e nos lembrar quanto que aqui só estamos de passo, com a missão de amar e darmos ao projimo, e glorificar ao Senhor.

  • Sergio Gonçalves Sardinha - 23/03/2012

    Muito interessante mesmo, nunca tinha olhado 0s bens materias por essa ótica, aprendi bastante, parabéns.

  • Fabiana - 23/03/2012

    Nossa essa msg como faz a gente refletir..
    Obrigada.

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