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Beto Colombo

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Viva a Democracia

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Viva a Democracia

Querido leitor, que você esteja bem. Meu artigo de hoje é baseado no texto que o amigo Norberto Zaniboni me enviou recentemente, fruto da viagem que faz ao redor do mundo a bordo de seu veleiro Firulete. Norberto, um ser humano incrível, um arquiteto competente e criativo, um cidadão exemplar.

Em fevereiro deste ano, ele passou quatro dias em Havana, capital de Cuba, para conferir a real situação do único país latino-americano que, nas barbas dos Estados Unidos, ousou confrontar o “império” e implantou um regime comunista, alinhando-se com o bloco soviético.

De acordo com seu relato, Norberto adianta que sempre quis visitar Cuba, pois foi simpatizante do movimento pró-Fidel Castro. Diz que duvidava da veracidade das notícias que se tinha, dado o controle das informações que as agências de notícias norte-americanas faziam. Para ele, o comunismo, nos idos anos 1960 e 1980, se apresentava como uma reação humanitária aos excessos decorrentes do período pós-industrial, onde o homem foi reduzido à máquina (produzir e gerar lucro).

Agora, Norberto Zaniboni consegue, enfim, estar “in loco”, e perceber a situação de momento. Ele percebeu que Cuba não conseguiu os objetivos esperados dos sonhadores como Che Guevara e Fidel Castro. O país, que é a maior ilha do Caribe, se ressente muito do isolamento econômico que lhe foi imposto. Apesar do esforço nestes 64 anos de governo revolucionário, a ilha está longe de ter seus problemas resolvidos.

Sobre Cuba, conclui nosso velejador criciumense, o ato de rebeldia dos revolucionários cubanos acabou custando muito caro, considerando as mortes, a evasão e o resultado a que chegou até este momento. Ele relata que foi com tristeza que chegou a esta conclusão. Para Norberto, o país precisa de um projeto de abertura e realinhamento global para poder usufruir do processo de desenvolvimento e paz que o planeta hoje respira.

Sobre o Brasil, por onde passou, as opiniões foram unânimes: “Ah Brasil? Está mui bien, no? Tien Roberto Carlos, Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Lula!”.

O que mais gostei no depoimento de nosso velejador foi que, a distância e já saudoso dos familiares e amigos, ele finaliza: “Vamos cultivar a democracia, é um caminho lento, às vezes tortuoso, mas com certeza é o que melhor conduz e menos vítimas faz”.

Você pode acompanhar este e mais relatos do nosso navegador Norberto Zaniboni acessando www.veleirofirulete.blogspot.com.br.
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior no dia 29/04/2013.

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